terça-feira, 29 de setembro de 2020

 O Lewis Hamilton, que nasceu num país que lhe permitiu seguir uma carreira de sucesso em desportos motorizados; que sempre teve apoios e sempre conduziu, merecidamente, carros de topo; que ganha várias dezenas de milhões de dólares por ano há mais de uma década; de repente acha-se legitimado a carregar esta mensagem, e outras do género, singularmente por ter a pele de uma cor parecida à daquela menina!

 

Sou só eu que vejo o profundo racismo desta situação? 

Então a essência base do racismo não reside no conceito de as pessoas de cores diferentes serem diferentes umas das outras?

Se uma de duas pessoas totalmente diferentes acha que pertence ao mesmo grupo da outra ou se identifica de alguma maneira com a outra, apenas por ter a pele de uma cor parecida, então não está a reforçar o conceito que serve de base a toda a segregação?! Especialmente se o único e longinquo denominador comum entre essas duas pessoas for mesmo esse!

Vamos falando...



domingo, 27 de setembro de 2020

KACZYNSKI E A CARNEIRADA

 Ted Kacsynski publicou um livro que mais tarde ficou conhecido por Manifesto Kaczynski mas que inicialmente se chamava “A Sociedade Industrial e o Seu Futuro”, em que defendia que a sociedade teria evoluído numa direcção que não beneficia em nada o indivíduo. 

Resumindo ao máximo ele explica como lhe parece que quase tudo o que parece beneficio da evolução tecnológica acaba por se transformar em elemento opressor. Dois exemplos fáceis seriam o telefone e o carro, que inicialmente seriam invenções que permitiam o contacto fácil e revolucionaram o transporte e comunicações entre as pessoas e hoje obriga a que estas mesmas pessoas percam entre uma e três horas a ir e voltar do trabalho, tenham disponibilidade para todo o tipo de deslocações imediatas e que estejam contactáveis numa base quase permanente e para todo o tipo de assuntos. Para encaixar na sociedade contemporânea é obrigatório ter carro, é obrigatório ter telefone, e vive-se pior do que antes destas coisas serem obrigatórias. Diz o Ted.

Numa série da Netflix acerca deste homem, que (ok tinha-me esquecido de dizer) decidiu promover a sua voz através do envio relativamente aleatório de envelopes explosivos e matou uma série de pessoas, este paradigma é demonstrado pela situação em que uma pessoa a conduzir de madrugada pára num semáforo vermelho, sem ninguém à vista, com boa visibilidade para todos os lados e com a certeza absoluta de que não aparece ninguém nem no seu caminho nem para monitorizar o trânsito no cruzamento. O carro chega, pára no silêncio e isolamento total da localização e hora, fica parado na calma absoluta da noite até que a luz mude a corzinha para verde, e depois vai à sua vida. Fá-lo sem pensar, sem questionar a lógica. Eventualmente espreita para um lado e para o outro, para certificar o que já sabe ser o seu isolamento total e a falta de sentido da cena, mas não avança no semáforo vermelho.

Nestes tempos de opiniões, conclusões, convicções, atitudes e protestos em carneirada, sem que a racionalidade ou lógica sejam questionadas, nunca o tema foi tão pertinente. Não digo que se vá por aí distribuír bombas aleatóriamente, mas um bocadinho mais de análise e espirito critico faz falta.

 Odeio carneiradas.

Vamos falando...

sábado, 26 de setembro de 2020

Navalny e o Novichok

 

Ninguém questiona a possibilidade do envenenamento do Navalny ser da responsabilidade do ocidente, com o objectivo de ganhar alavancagem politica sobre Moscovo?

 


 

Ninguém acha que existem nos serviços secretos dos vários países europeus, ou outros, pessoas capazes do calculístico exercício de arriscar o eventual sacrificío de um homem, inconveniente para o regime mas que provavelmente não vai ser aquele agente de mudança real, para o transformar num Free Pass de mudança imediata material, através das sanções, e o turbinar de notoriedade e impacto futuro na mesma passada?

Alguém fora do ambiente  politico ou jornalístico alguma vez ouviu falar do Navalny antes deste episódio?

Ninguém acha estranho que aqueles tipos que matam a direito, de maneira famosamente implacável como se não devessem nada a ninguém, de repente usam uma garrafa de água com poucochinho veneno e que fica em cima da mesa do hotel para depois ser analisada, permitindo aínda por cima que o visado seja evacuado de dentro do país para que se execute a devida salvação médica?

Não sou nada pró soviético nem tenho realmente opinião formada acerca disto, essencialmente porque não me sinto mesmo na posse de toda informação, mas parece-me que falta a este assunto alguma daquela curiosidade e cepticismo jornalistico. Até isto é estranho!

 

Vamos falando...

SEXO E OS LOCAIS PÙBLICOS

 

Quando eu vivia no Médio Oriente conheci a história de um  miúdo que teve problemas com a polícia por cause de uma cena moderadamente indecente num lugar público. 

Reza que estava o miúdo a passear durante a noite com a namorada no condominio fechado onde viviam e encontraram um recanto para dar uns beijos. Aquecimento puxa aquecimento, deu-lhes para a criatividade e meteram-se em trabalhos manuais.

Ora vem de lá o segurança da ronda que é do Paquistão e vendo aquela tamanha falta de vergonha, que no país dele daria na boa para matar a miúda à pedrada, e apesar de saber perfeitamente quem são os miúdos e ter acesso aos contactoss dos pais, não podendo atirar pedras resolveu chamar a polícia!

Diz que quando o pai chegou à cena depois de sair à pressa a meio de um jantar, estava a choradeira montada, com a polícia e o segurança a usar da máxima celeridade para resolver este enormíssimo problema da nossa sociedade que reside nesta coisa nova da vontade dos jovens quererem fazer sexo a toda a hora, e os putos evidentemente em pãnico, já a verem-se residentes de uma prisão de menores no médio oriente, com o associado menú de maleitas.

Depois de muita negociação, exercicio de razão (yeah right!) e assertividade, lá foram todos para casa com uma camada de stress para uma semaninha mas com as honras e as peles salvas!

Lembrei-me desta história a propósito daquela noticia dos putos que foram vistos a fazer sexo no comboio, onde dizia que o assunto já estava nas mãos da policia, mas depois lembrei-me que isto se passou no médio oriente, num condomínio onde os guardas são paquistaneses, que é um país onde se matam meninas á pedrada por causa da honra da familia, e que uma coisa não tem nada a ver com a outra! Ficamos assim...


Vamos falando

 



 O Lewis Hamilton, que nasceu num país que lhe permitiu seguir uma carreira de sucesso em desportos motorizados; que sempre teve apoios e se...